quem somos

Visão

O Movimento de Intervenção pelas Matilhas nasceu da urgência de não virar a cara a uma realidade dura e silenciosa: a dos cães errantes da cidade de Coimbra. Cães invisíveis para muitos, mas que sentem frio, fome, medo e dor todos os dias.

Recusamo-nos a aceitar que o sofrimento e a procriação descontrolada sejam “normais”. Acreditamos que cada animal que coabita o espaço urbano merece dignidade, proteção e uma oportunidade de viver sem dor. É por isso que lutamos todos os dias.

Defendemos a extensão do programa CED — captura, esterilização e devolução — aos cães. Porque esterilizar é prevenir sofrimento. Porque controlar populações é salvar vidas. Porque devolver ao território, de forma acompanhada e responsável, é respeitar o animal e a comunidade.

Lutar pelo CED em cães é lutar contra o ciclo infinito do abandono, das ninhadas indesejadas e das mortes evitáveis. É escolher a compaixão em vez da indiferença. É agir hoje para que amanhã nenhum cão tenha de sobreviver sozinho na rua.

Junta-te a nós. Pelos cães que não têm voz, mas contam connosco para falar por eles.

Enquanto lutamos por mudanças estruturais, não ficamos de braços cruzados. Todos os dias cuidamos dos cães que já existem nas ruas — na sua maioria animais que nasceram em contexto de rua e de matilha, sem nunca terem conhecido outra realidade.

Garantimos alimentação regular nas zonas onde circulam, porque a fome não pode ser uma sentença. Sempre que é necessário — e sempre que os recursos o permitem — asseguramos cuidados veterinários, tratando feridas, doenças e dores que muitos nunca deveriam ter de suportar.

Quando encontramos cachorros e animais ainda sociabilizáveis, fazemos tudo o que está ao nosso alcance para lhes dar um futuro diferente. Retirá-los da rua, protegê-los e encaminhá-los para adoção responsável é quebrar o ciclo antes que ele recomece.

Cada saco de ração, cada ida ao veterinário, cada adoção bem-sucedida é uma pequena vitória contra o abandono. Apoiar o que já fazemos é garantir que estes cães não são esquecidos hoje, enquanto trabalhamos para que amanhã nenhum tenha de nascer na rua.